perdão pelas palavras, mas acho que as pessoas não pensam mais antes de publicar as coisas aqui.
perdão pelas palavras, mas acho que as pessoas não pensam mais antes de publicar as coisas aqui.
nessa vida breve
tudo vem, tudo passa
somos incógnitas
inconstantes e loucas
que tentam achar
o seu valor.
muro de berlim, durante sua construção.
Bartolomeu foi condenado á prisão perpétua. Seu coração foi reconstituído. Sobre a prisão, Helena não imaginara. Mas foi o mesmo que colocou aqueles pertences nas suas vestes… Desconsolada, após anos aprisionada na Inglaterra e sem saber de nada, parece impossível mas Helena morreu de nostalgia.
The end - Sobre as histórias contadas num vilarejo em 1915.
nessa vida breve
tudo vem, tudo passa
somos incógnitas
inconstantes e loucas
que tentam achar
o seu valor.
muro de berlim, durante sua construção.
Comum esse apego das mulheres com rótulos e estereótipos sobre a própria aparência, pois faz juz as olheiras após noites acordadas, aos pés calejados por andar sob vidros, a pele queimada e cheia de manchas debaixo de uma vida escaldante, ao peso de tantas necessidades, a dor da fome, as mãos grossas por segurar-te e aos corações feridos após tantos sacrifícios.
Uma insegurança consequente aos olhares descriminantes e indiferentes a sensibilidade que se esconde atrás do real conceito de “ser belo”, fazendo com que a conjuntura harmônica chamada de essência se perca.
Assim, sem poesia e nenhum tipo de ladainha, como revolta não harmonizo, mas inclusa entre “as sem jeito” envelheço, e até o ultimo segundo com voz berro às mentes para que entendam: “Você não é como se imagina, você é linda.”
Catarina Pereira.
Abraçou a dor e saiu cambaleando pela avenida, os passos trêmulos, com movimentos tão leves, que pareciam mais estar valsando. Mas vejam que tragédia, até a dor abandonou Mariá, e deixou-a solitária e triste a valsar.
Lisbelices
Tic tac, o tempo está passando. Pessoas acordam, pessoas dormem, pessoas trabalham. Tic tac. O tempo não para. Estás atrasado? Ora, então é aí que o relógio correrá mais rápido. Tic tac. Acorda, ou não chegará a tempo para a escola. Tic tac. Hora de almoçar ou tomar um cafezinho. Tic tac. Lamento, mas o senhor chegou um pouco depois do horário marcado. Tic tac. Reunião ás quinze horas, e tenho que pegar meu filho ás dezesseis. Tic tac. O tempo controla nossas vidas. Somos escravos do tempo.
muro de berlim, durante sua construção.
Brechas são berços de buracos. Buracos são nossa tragédia.
Os abismos são quedas. Beiradas são nosso caos.
Morrer é o extremo da vida. Morreremos de amor.
Então caímos, e não temos um fundo.
Faz sentido que se esteja a enviar para o espaço uma sonda para explorar Plutão enquanto aqui as pessoas morrem de fome? Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose colectiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.
José Saramago